Proventos: Importante instrumento de rentabilidade a longo prazo.

Entender um pouco mais sobre proventos, pode ampliar os seus resultados em renda variável. Veja o que são os proventos e saiba como melhor aproveitá-los na hora de montar a sua estratégia e carteira de investimentos. 

O investidor busca a renda variável justamente pela possibilidade de uma maior rentabilidade. Esse normalmente é o principal motivo que leva o investidor a alocar os seus recursos em ações e se expor aos movimentos de mercado.

Mas a valorização obtida com o avanço nos preços das ações e cotas de fundos imobiliários, não são a única forma de rentabilização desta categoria. E é aqui que entram os proventos.

O evento chamado de proventos é a distribuição de parte do lucro relacionado ao ativo. E eles seguem regras específicas. Porém, como há mais de um tipo de proventos, é importante conhecê-los para o aumento das chances de boa rentabilidade a longo prazo. 

O que são proventos?

Por definição, os proventos são pagamentos realizados pela empresa ou pela gestora do fundo imobiliário para os investidores. Eles podem ser oferecidos tanto em dinheiro, quanto na forma de outros benefícios. Assim, funcionam como uma fonte de retorno para o investidor, principalmente a longo prazo. 

Como funcionam?

Existem diversos tipos de provento, cada tipo com suas particularidades, que podem estar relacionados às ações negociadas na bolsa e aos fundos imobiliários. Na prática, esses proventos são distribuídos em situações específicas, como em caso de lucros obtidos em um determinado período ou lançamento de novas ações ou cotas no mercado. Além disso, existem regras para essa distribuição.

No caso das ações, a distribuição anual do lucro líquido é obrigatória — caso haja lucros. Porém, a obrigatoriedade está relacionada apenas aos dividendos — que você conhecerá mais adiante.

A regularidade do pagamento depende de cada companhia. A informação sobre o percentual, por sua vez, costuma estar disponível no estatuto da empresa.

Já para os fundos de investimento imobiliário, existe um percentual mínimo que deve ser observado. Os FIIs devem distribuir 95% dos seus lucros semestralmente. Contudo, é comum que os fundos optem por realizar a distribuição mensalmente aos cotistas.

A forma de pagamento, em ambos os casos, depende do tipo de provento distribuído.

Tipos de proventos

Dividendos

Entre os proventos distribuídos por ações e fundos imobiliários, os dividendos estão entre os mais conhecidos. Eles consistem em uma distribuição, em dinheiro, de parte dos lucros líquidos —proporcional à participação de cada investidor.

Entre as características mais importantes está o fato de que os dividendos são isentos de Imposto de Renda. Portanto, são rendimentos não tributáveis, o que pode ajudar a melhorar o retorno sobre o investimento.

No caso das ações, para a distribuição de dividendos acontecer, é necessário que o conselho administrativo da companhia autorize a proposta. Mas saiba que isso também ocorre para outros tipos de proventos. Na sequência, há uma data de divulgação quanto ao pagamento de dividendos e seus valores.

Os investidores que mantiverem os ativos até a chamada “data-com” receberão os proventos, mesmo que vendam depois as ações, por exemplo. Já a “data-ex” representa o dia a partir do qual os investidores não receberão os dividendos.

Porém, eles poderão fazer parte da distribuição no próximo ciclo, caso mantenham o aporte. Esse formato de calendário e datas específicas serve para evitar que investidores adquiram ativos após o anúncio de pagamento.

Direitos de subscrição

Os proventos não precisam ser pagos, necessariamente, em dinheiro. Eles também podem ser concedidos como direito de subscrição, que permite ao investidor adquirir ações ou cotas de modo preferencial.

Essa distribuição ocorre quando há a emissão de novas ações ou cotas no mercado, no processo conhecido como follow on. Isso porque, ao aumentar o volume de ativos ou cotas em circulação, a participação atual dos investidores poderia ser reduzida, considerando a proporção.

Para evitar que isso aconteça, o direito de subscrição concede aos investidores atuais a prioridade na aquisição desses novos ativos emitidos. Logo, podem comprar ações ou cotas para manter o nível de participação atual ou, até mesmo, ampliá-lo.

Uma das vantagens é que essa oferta é feita pelo preço de emissão dos novos ativos, que costuma ser menor que o preço da negociação do papel ou cota atualmente no mercado.

Na prática, a responsável pela distribuição de proventos define quanto cada investidor poderá comprar, de acordo com sua participação, e estabelece o preço a ser cobrado. O investidor, por sua vez, tem um determinado prazo para responder se deseja ou não realizar a aquisição.

Caso não haja o interesse na por parte do investidor, é possível negociar os direitos de subscrição diretamente no mercado. Assim, também é possível vender esse direito a outros interessados.

Juros sobre capital próprio

Os Juros Sobre Capital Próprio (JCP) consistem também em uma distribuição feita em dinheiro e é aplicável somente às ações. A diferença para os dividendos é contábil, pois ela acontece antes de a empresa pagar os impostos.

Sendo assim, não envolve o lucro líquido e, sim, o montante obtido antes dele. Por isso, o JCP é um provento tributável, diferentemente dos dividendos. Logo, ao receber os valores, os investidores devem pagar o Imposto de Renda.

Nesse caso, a alíquota é de 15%, com retenção na fonte. O principal motivo para a escolha do pagamento de JCP pelas empresas, em detrimento dos dividendos, é a questão fiscal. Como ele é contabilizado como despesa do negócio, reduz o lucro líquido e, consequentemente, a base de cálculo de tributação.

Bonificação

A bonificação engloba outro tipo de provento, também referente apenas às ações. Ao descobrir o que são proventos como dividendos e JCP, você aprendeu que o pagamento, em ambos os casos, é feito a partir da distribuição de parte do lucro obtido.

Porém, em determinadas situações, a empresa pode escolher pagar menos que o previsto se estiver em uma situação financeira delicada. Além disso, pode escolher separar parte dos ganhos para situações específicas.

Em ambos os cenários, há a formação de uma reserva de capital, como um mecanismo de segurança financeira. Assim, em determinado momento, a empresa pode escolher distribuir parte ou o total desta reserva aos investidores.

Como se trata de um pagamento extra, ele é conhecido como bonificação. Vale saber, ainda, que esse lucro acumulado é distribuído na forma de dinheiro ou na forma de ações, em quantidade proporcional à participação do investidor.

Ainda, considerando que esse pagamento não ocorre sempre, ele pode coexistir com outros tipos de distribuição de proventos.

Como tomar proveito disso a longo prazo

Por suas características, essa é uma forma de aumentar o retorno do investimento na renda variável. Assim, não é preciso se limitar à valorização das ações ou cotas ao longo do tempo.

Além disso, quando o pagamento acontece com regularidade, pode favorecer o aumento do retorno geral da carteira de investimentos. E, caso os valores recebidos sejam utilizados na forma de reinvestimento, se torna possível fazer aportes maiores e com maior frequência.

Assim, no longo prazo, esse mecanismo pode ajudar a multiplicar o seu patrimônio devido à ação dos juros compostos.  E os recebimentos de dividendos tendem a se tornar cada vez mais significativos.

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Time Strike

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