Como investir com pouco dinheiro?

como investir com pouco dinheiro

A maioria das pessoas acreditam que não é possível fazer investimentos com pouco recurso financeiro. Elas acreditam que as melhores alternativas são destinadas a investidores que já conseguiram acumular um bom volume de capital. Essa premissa acontece por falta de conhecimento sobre como investir com pouco dinheiro.

Para se inserir no mercado financeiro você não precisa ter grande valores. No mercado há várias alternativas acessíveis para quem tem pouco capital. Não é apenas os mais ricos que conseguem investir bem. É importante desmentir esse mito.

É bem possível aumentar o seu patrimônio ao longo do tempo. Basta que você tenha em mãos, ferramentas certas, investimentos adequados e uma boa estratégia. Comece com pouco, faça aportes recorrentes e você vai se surpreender com o poder dos juros compostos ao longo do tempo. 

Neste artigo, você vai entender a importância de começar a investir e terá acesso a 5 alternativas de onde investir com pouco dinheiro. 

Comece a investir o quanto antes

descubra como investir com pouco dinheiro

Entender que investir é uma forma de ter mais segurança e prosperidade financeira é fundamental. Isso porque apenas poupar e deixar o dinheiro guardado na conta corrente, significa ter o valor dele corroído pela inflação. E isso na prática é perder o poder de compra ao longo do tempo. 

Na conta mão disso, temos o investimento, que mesmo com pouco dinheiro, o valor começa a se multiplicar. Os rendimentos têm a capacidade de aumentar o seu poder de compra e ajudarem a compor parte do seu patrimônio financeiro, que começa com isso a crescer. 

Mas, para tomar boas decisões de investimentos, com muito ou pouco dinheiro, é necessário conhecimento. Tome muito cuidado com decisões ruins, aquelas que não combinam com seu perfil de investidor ou seus objetivos. Por isso, o quanto antes você começar a se informar e procurar uma assessoria profissional, melhor podem ser seus resultados no futuro.

Há um tempo de maturação para que o investidor obtenha resultados satisfatórios. E isso está diretamente ligado com o que foi dito acima, busca de conhecimento. Isso é bem perceptível quando se trata de renda fixa ou variável. 

Na renda variável, o longo prazo trás vantagem de reduzir o efeito da volatilidade e diluir o risco. A economia real tem uma tendencia histórica de crescer e se fortalecer em períodos maiores. Já quando o assunto é a renda fixa, os juros compostos se acumulam no tempo, aumentando o capital.

Tenha aportes frequentes

A constância é um fator primordial na fase de acumulação de patrimônio. Não é suficiente apenas poupar e investir, é necessário manter a disciplina nos aportes, mesmo que em pequena quantidade. 

Por isso, controle do orçamento e planejamento para se investir com frequência, são quase de mandamentos sagrados para quem quer começar a investir com pouco e alcançar suas metas.

Qual o melhor investimento para quem dispõe de pouco dinheiro?

Uma dúvida muito comum entre quem quer começar a investir trata de como fazer isso com pouco dinheiro. Nesse caso, o primeiro passo é ter em mente que não existe um investimento perfeito, pois a decisão sobre o investimento mais adequado depende de diversos fatores pessoais.

Comece avaliando o seu perfil de investidor, pois ele evidenciará a sua tolerância a riscos. Existem três tipos:

– Conservador

– Moderado

– Arrojado

Em nível crescente de abertura ao risco e apetite por rentabilidade. A partir disso, é possível guiar suas escolhas.

Depois, defina os seus objetivos ao investir. O mercado financeiro é muito dinâmico e oferece opções para diversos planos. Então você deve identificá-los e pesquisar aqueles que combinam com cada meta e seus prazos.

Outro ponto importante é analisar o tripé dos investimentos: liquidez, risco e rentabilidade. Essas características influenciam diretamente nos resultados da sua carteira.

A liquidez representa a facilidade e rapidez com que você pode converter o investimento em dinheiro em caso de necessidade. Algumas alternativas apresentam liquidez alta, permitindo resgates a qualquer momento, sem perdas financeiras.

Outras, podem ter baixa liquidez, trazendo riscos de perdas no resgate antecipado ou maiores dificuldades no processo. Já a rentabilidade está relacionada com o resultado financeiro que você obtém ao investir.

Por fim, o risco trata das chances de sofrer perdas financeiras com o investimento. Muitas vezes, ele significa que há um maior potencial de ganho, mas é preciso entender que também pode acontecer o contrário.

Agora, vale conhecer as alternativas que o mercado financeiro oferece para escolher as mais adequadas para o seu caso. Saiba que, independentemente do valor que você tenha disponível, existem diversas opções para investir.

Alternativas de investimentos para quem quer começar com pouco:

1 – Tesouro Direto

A porta de entrada para a grande maioria dos investidores, Tesouro Direto é um programa do Tesouro Nacional que oferece títulos do governo de um jeito extremamente simples, prático e seguro. Mesmo com pouco dinheiro e pouca experiência, é fácil conseguir retornos interessantes para todo tipo de objetivo.

Você investe em Tesouro Direto pelo nosso Home Broker, Mesa de Operações, Área do cliente em nosso site ou falando com um dos nossos assessores, e pelo App da Ágora. É recomendado para todos os perfis.

Vantagens

O Tesouro Direto é um investimento flexível, que pode ajudar você a preparar sua aposentadoria ou apenas poupar para as férias deste ano. Além do risco baixíssimo e opções com resgates diários, a taxa de custódia, aqui, é por nossa conta.

Um dos investimentos mais seguros que existem

Rentabilidade normalmente maior que a poupança

Diversas opções de títulos e prazos

É uma boa opção para investidores com pouca experiência

  • Tipos de Tesouro Direto
    • Prefixados

A rentabilidade é definida por uma taxa fixa, ou seja, você sabe exatamente o valor que vai receber na data do vencimento.

  • Pós-fixados

A rentabilidade é atrelada ao desempenho de um indexador. Por exemplo, a variação da taxa básica de juros, a SELIC.

  • Pós-fixados + prefixados

Combina os dois mundos: rentabilidade atrelada a um indexador e a uma taxa de juros fixa.

2 – CDB

CDB significa Certificado de Depósito Bancário. É um título privado de renda fixa, emitido por bancos.

Ou seja, o CDB é uma forma dessas instituições financeiras, os bancos, captarem recursos através de empréstimos para financiar suas atividades. Isso mesmo! Nesse caso, quem está emprestando dinheiro ao banco é você, investidor.

Basicamente, ao comprar o título emitido, você concede um empréstimo ao emissor e, em troca, recebe o valor com juros ao final do período determinado. É assim que funciona no caso da grande maioria dos títulos de renda fixa.

Normalmente, os CDBs emitidos por bancos de porte menor tendem a oferecer maiores taxas de rentabilidade, até mesmo os bancos de que você nunca ouviu falar. Da mesma forma, os títulos com prazo de vencimento mais longo têm melhor rendimento. Por isso, é muito importante pesquisar e entender qual investimento é o melhor para você.

3 – FII

Um fundo imobiliário é uma espécie de “condomínio” de investidores, que reúnem seus recursos para que sejam aplicados em conjunto no mercado imobiliário. A dinâmica mais tradicional é que o dinheiro seja usado na construção ou na aquisição de imóveis, que depois sejam locados ou arrendados. Os ganhos obtidos com essas operações são divididos entre os participantes, na proporção em que cada um aplicou.

As decisões sobre o que fazer com os recursos – tomadas pelo gestor do fundo – precisam seguir objetivos e políticas pre-definidos. Os investimentos podem ser bem-sucedidos ou não, e isso determinará a valorização ou a desvalorização das cotas dos fundos.

A soma dos recursos compõe o patrimônio, que é dividido em cotas – ou “frações” do fundo. Quem aplica, na verdade, está comprando cotas. O cotista não pode exercer nenhum direito real sobre os empreendimentos do fundo, ao contrário do proprietário de um imóvel de fato. Ao mesmo tempo, também não responde pessoalmente por obrigações relacionadas a eles. Isso é tarefa do administrador, instituição financeira responsável pelo funcionamento e pela manutenção da carteira.

Embora muitos fundos imobiliários realizem distribuição regular de rendimentos mensais, o que ode lembrar o funcionamento de certos títulos públicos (que pagam juros semestralmente), eles não são considerados investimentos de renda fixa. Há duas razões para isso.

A primeira é que não há garantia de manutenção dos rendimentos ao longo do tempo, já que inquilinos podem deixar de pagar o aluguel ou um imóvel pode acabar desocupando.

A segunda é que as cotas oscilam na Bolsa, às vezes tanto quanto uma ação, por conta de fatores como as condições do mercado ou a gestão da carteira. Não é possível ter certeza de qual será a condição de retorno de um fundo imobiliário desde o início do investimento, como é o caso dos papéis de renda fixa.

4 – ETF

O Exchange Traded Fund (ETF), ou fundos de índice, funciona basicamente como um fundo de investimentos. Ele é composto por diferentes ativos e tem o objetivo de acompanhar ou replicar uma carteira teórica de determinado índice do mercado financeiro.

O conjunto de ativos é escolhido de acordo com o índice que o ETF pretende acompanhar. Mas eles não se limitam ao mercado de ações. Existem ETFs de renda fixa, que acompanham indicadores relacionados a essa classe de investimentos – embora sigam fazendo parte da renda variável.

Os fundos de índice também não precisam se limitar ao mercado brasileiro. Também há aqueles que acompanham índices internacionais. Sendo assim, investidores que desejam acompanhar outros mercados podem simplificar sua carteira adquirindo cotas de ETFs.

Apesar de ser uma alternativa de investimento relativamente recente no Brasil, ela tem atraído mais investidores. Já nos países com maior tradição na bolsa, o mercado de ETF é muito amplo, como é o caso dos Estados Unidos.

5 – Mercado Fracionado de ações

Ao comprar ações na bolsa de valores, você se torna sócio ou acionista de uma empresa. Com isso, poderá obter rendimentos com o crescimento do negócio. Essa provavelmente é a alternativa de renda variável mais conhecida pelos investidores.

Ao pesquisar sobre ações, é comum ler sobre a necessidade de investir em lotes de 100 ações (ou múltiplos desse número). No geral, a prática exigiria um valor elevado, impedindo a compra. Porém, existe uma alternativa: o mercado fracionário.

Ele permite ao investidor adquirir uma ou mais ações, sem precisar comprar o lote completo. Dessa maneira, o mercado fracionário possibilita o ingresso de pessoas que têm pouco capital para investir.

Imagine que o preço de cada ação de uma empresa é R$ 30. No mercado tradicional, negociar um lote padrão de papéis custaria R$ 3 mil. Todavia, o mercado fracionário permite que você adquira 3 ações, por exemplo, por apenas R$ 90.

Com essa diferença, investidores que não dispõem de muitos recursos encontram oportunidade para investir. O mercado fracionário também facilita a diversificação da carteira de investimentos. Afinal, é possível usar o dinheiro disponível para comprar papéis de empresas diferentes.

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Um abraço

Time Strike

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